ECONOMIA POLÍTICA – Macroeconomia, Grandezas macroeconômicas, Moeda, Desemprego, Hiato de Produção, Política Monetária, Política Fiscal

Feito por Vitória Segato

Este resumo, mais comprido e completo, pode ser utilizado como um verdadeiro material de estudo para a prova, para quem quiser.

EMPRESAS: realidade na qual se exerce atividade produtiva, em que são criados os bens e serviços produzidos em uma economia. É UMA ATIVIDADE ECONÔMICA ORGANIZADA. Para produzir esse bens e serviços as empresas precisarão agregar fatores de produção. São basicamente três: o fator trabalho, caracterizado pela mão-de-obra e a logística da produção, o fator capital, que compreende não só dinheiro, mas aquilo que é comprado com ele, e o fator dos recursos naturais.

            FAMÍLIAS -> FATORES DE PRODUÇÃO -> EMPRESAS
EMPRESAS ->
 BENS E SERVIÇOS(PIB) -> FAMÍLIAS

As famílias consomem os bens e serviços das empresas, e fornecem a mão-de-obra (um dos fatores de produção) para elas.

Quando há uma equivalência entre os bens e serviços que as empresas fornecem a os fatores de produção que as famílias fornecem tem-se uma economia equilibrada, em que tudo o que se produz é consumido.

Levando-se em conta o fluxo monetário, fica assim:

FAMÍLIAS -> CONSUMO -> EMPRESAS
EMPRESAS ->
 FORNECEM SALÁRIOS, RENDA -> FAMÍLIAS

O denominador comum os bens e serviços é o dinheiro. Assim, é por ele que comparo os países.

PIB = RENDA=DISPÊNDIO

PIB : bens e serviços
RENDA: massa de salários, de juros que as empresas pagam pelo uso dos fatores de produção.
RENDA= CONSUMO + POUPANÇA +TRIBUTOS
DISPÊNDIO: para onde vão os bens e serviços. Destino do produto (CONSUMO).
DISPÊNDIO = CONSUMO+INVESTIMENTOS+ GASTO PÚBLICO

Produto é igual a renda porque tudo que é agregado vem da renda.A renda é a expressão monetária dos titulares do fatores de produção.

É importante ressaltar que nem todos os bens e serviços que se produzem em uma economia (PIB) necessariamente precisam ser consumidos (DISPÊNDIO). Podem ser reservados e utilizados para melhorar e ampliar a atividade produtiva das empresas. Os bens e serviços que não são consumidos devem servir para INVESTIMENTOS.
            Uma parcela dessa renda vai ser destinada ao consumo e outra para a poupança. O dispêndio descreve o que acontece com esses bens e serviços, que podem ser utilizados para consumo ou para investimento. A parcela da renda que vai ser usada para investimento é poupança.
RENDA= DISPÊNDIO
POUPANÇA= INVESTIMENTO

As economias equilibradas não crescem. Esse tipo de economia é marcante nas regiões mais pobres e primitivas.
O desafio da economia é justamente fazer com que a parcela de renda que não se transforma em consumo, portanto a poupança, chegue até as empresas para ampliar sua capacidade de produção.

POUPANÇA -> EMPRESA II -> EMPRESA I
A poupança vai permitir que a EMPRESA II produza bens de produção que serão utilizados pela EMPRESA I. Essa EMPRESA II também pode ser o sistema financeiro. Nesse caso, as famílias guardariam dinheiro na poupança de bancos que vai ser utilizado pelos bancos para conceder financiamentos e empréstimos a empresa I. As famílias também podem tornar-se acionistas diretas das empresas I.

A poupança pública, que são as reservas do Estado, é uma equação da diferença do que se arrecada (TRIBUTOS) e o que se gasta (- GASTO PÚBLICO)
Quando o gasto público é maior do que o que se arrecada tem-se um DÉFICIT ECONÔMICO. E como resolvê-lo?
– A capacidade do governo de aumentar os tributos e/ou de cortar gastos públicos como medidas para reduzir esse déficit é muito rígida. É necessário planejamento e não se faz do dia para a noite. Por exemplo, os tributos tem o princípio da anualidade. Se os tributos são aumentados, só passa a valer o aumento no ano seguinte. Além dessa limitação jurídica, há também a econômica. Se aumento os tributos sobre um produto, seu preço sobe e o consumo cai, o que acaba por neutralizar a ação, podendo ser até contraproducente. No caso do gasto público, não se consegue cortar salários ou demitir funcionários públicos do nada. Pode-se ate arrocha-los, deixando a inflação consumir.
– Assim, o governo terá que pegar empréstimos dos bancos, onde estão as poupanças do setor privado, ou externamente. Esse financiamento do déficit público pela poupanças privadas tem que ser voluntário. O aspecto negativo da poupança ser absorvida pelo governo é que reduz o investimento do setor privado.

Macroeconomia ( analisa a economia como um todo)àpolítica monetária ( controle da moeda) política fiscal (controle dos gastos do governo)

POLÍTICA MONETÁRIA: controlar a moeda é um instrumento poderoso de controle da política econômica. É um tipo de política econômica que os Estado pode se utilizar.

POLÍTICA FISCAL: cuida do caixa do Estado, do que se gasta e do que se arrecada. Matéria de direito tributário (arrecadação) e direito financeiro ( gasto público). É um instrumento de intervenção na macroeconomia porque quem gasta mais no Brasil é o Estado, e qualquer mudança no orçamento da união altera toda a atividade econômica do país. Assim, a política fiscal pode ser apenas um meio de regulação do que se gasta e arrecada, ou também um meio de intervir macroeconomicamente.

Microeconomiaàpolítica industrial e regulação (procura corrigir as falhas de mercado)

POLÍTICA INDUSTRIAL: é um instrumento da microeconomia porque está voltada a setores específicos. Por exemplo, hoje há uma preocupação em se estimular o desenvolvimento tecnológico de fármacos no Brasil (é um setor específico). O fomento econômico nesses setores vai se dar por meio de benefícios fiscais (tributação mais baixa. Ex: Zona Franca de Manaus) e  concessão de crédito aos industriais com juros subsidiados (Ex: BNDS -> fornece empréstimos a juros inferiores ao que o mercado financeiro cobra e que o governo paga para sustentar o BNDS). Assim, percebe-se que há uma intersecção entre política industrial e política fiscal, de forma que a política industrial pode ser utilizada pela fiscal para produzir efeitos no contexto macroeconômico).

REGULAÇÃO:
ajustes por meio de normas para setores da economia com vistas a corrigir falhas de mercado.

à Não há um ajuste natural na economia capitalista. Os problemas econômicos no contexto do capitalismo, como recessão, não se resolvem sozinhos e naturalmente. O Estado deve INTERVIR.

Num contexto de RECESSÃO, o foco da política monetária vai ser facilitar o acesso aos meios de pagamento, através de um viés expansionista. Vai-se acionar o agente mais influente na economia, o Estado, para tomar medidas, tais como: aumentar crédito com menos juros, estimular empréstimos, aumentar o gasto no orçamento-corrente (do dia-a-dia) e no orçamento-investimento (gasto excepcional) e reduzir tributos.
Não é muito eficaz no contexto de recessão expandir a  folha de pagamento. Isso porque quando há um aumento abrupto da renda a tendência das pessoas é guardar o que aumentou, visto que seu padrão de consumo não aumenta do nada e na mesma proporção tão rapidamente.

Num contexto de inflação, vai-se fazer o oposto do que na recessão. O Estado , por um viés contracionista, vai procurar reduzir o gasto público, aumentar a taxa de juros para desestimulas os empréstimo, restringir a base monetária, aumentar a tributação, etc.

POLÍTICA MONETÁRIA:
3 instrumentos:

formação de reservas compulsórias, reservas pra fazer frente aos saques (exemplo do dinheiro depositado anterior). Quanto mais o Banco Central determina o caixa compulsório, menos recursos se tem para empréstimos. Se determina 100% de caixa compulsório, isso quer dizer que tudo que é depositado tem que ser guardado no BC.

operações de redesconto: é comum que os banco no final do dia vejam que mais dinheiro saiu do seu caixa do que entrou, e suas reservas não são suficiente pra compensar essa diferença. Então, vão fazer uma compensação bancária, que seria um empréstimo entre os próprios bancos e é uma fonte de liquidez deles. Outra fonte é o Estado, pelo Banco Central.
operações de mercado aberto: compra de títulos da dívida do governo. Quando o Banco Central faz um leilão de título, tira dinheiro dos agentes econômicos. Quando quer expandir a economia, compra os títulos de volta, e assim o dinheiro volta para o setor privado.

O banco só vai emprestar para o particular se os juros que cobrar for maior do que os juros que o Estado cobra para emprestar. Se o governo reduzir os juros a tendência é que isso seja repassado para o consumidor pelos bancos. Assim, a taxa de juros também é um instrumento da política monetária.

INFLAÇÃO
            O fenômeno inflacionário se caracteriza basicamente por um aumento dos preços. Entretanto, em termos macroeconômicos, o aumento do preço de um produto normalmente não gera impactos significativos na economia. Assim, a inflação reflete um aumento generalizado e contínuo do nível de preços.
Os economistas procuram medir a inflação através de índices, principalmente com uma média ponderada dos preços dos principais produtos da economia, aqueles que são mais consumidos.
E o que provoca esse aumento generalizado e contínuo dos preços?
INFLAÇÃO DE DEMANDA: há um excesso de demanda dos bens e serviços maior do que a capacidade de aumentar a produção desses bens e serviços. Baseia-se na lei da oferta e da procura. Para que as empresas possam expandir sua capacidade de produção precisam de tempo. Outra fonte de inflação de demanda é o déficit público. Se o déficit aumenta, isso significa que o Estado está consumindo mais bens e serviços (está gastando mais). A queda da taxa de juros também pode ocasionar inflação de demanda, pois estimula as pessoas a consumirem mais.
INFLAÇÃO DE CUSTO:aumento do custo de produção. Ex: crise do petróleo, produto essencial na cadeia produtiva econômica. Os países produtores formaram uma espécie de cartel e aumentaram os preços dos barris. Isso gerou uma inflação não porque a demanda de petróleo aumentou, mas porque houve um aumento no custo do produto.
Normalmente, tenta-se repassar esse custo de maneira reduzida para o consumidor, pois o empresário pode perder mercado se repassar de maneira total.

E por que devo me preocupar com a inflação? O aumento do preços faz com que os mercados não consigam atuar de forma eficiente. A moeda passa a não mais referenciar um valor real. Os preços, que antes serviam para informar a demanda, a procura pelos bens passam a não dizer mais nada, e obter essa informação torna-se mais custoso e difícil. Assim, os empresários não tem mais segurança para investir, e há uma fuga de capitais (se a moeda daquele país não representa mais nada, migra-se para outras economias em que a moeda signifique). Além disso, devemos nos preocupar porque a inflação gera concentração de renda. As classes mais altas encontram maneiras de proteger a sua riqueza, enquanto os pobres não conseguem isso.

DESEMPREGO
Pode-se ter desemprego tanto no fator de produção trabalho quando no fator capital. Capital desempregado significa que as máquinas, os bens de produção não estão sendo plenamente aproveitados, não estão operando em plena capacidade. Há um capital desempregado, portanto.
Desemprego sobre o fator trabalho significa que há um percentual da população que não está ocupada.

POPULAÇÃO TOTAL -> SEM IDADE ATIVA( -10 ANOS)
->  COM IDADE ATIVA
COM IDADE ATIVA -> P.E.A.
-> P. NÃO E.A.
A população não economicamente ativa são os presos, pessoas com idade avançada, pessoas que só se dedicam ao estudo, entre outros.
A população economicamente ativa subdivide-se em OCUPADA e DESEMPREGADA.
Assim, a taxa de desemprego se calcula sobre a população economicamente ativa.

DESEMPREGO FRICCIONAL: decorre das próprias características do mercado de trabalho. A migração de setores não se dá do dia para o noite. As vezes há necessidade de treinamento do trabalhador. A informação não flui de forma perfeita no mercado de trabalho. Quando se sai de um emprego nem sempre sabe-se onde tem vagas disponíveis. As políticas de trabalho vão buscar reduzir essas assimetrias de informação no mercado e fazer com que a informação de uma vaga de emprego chegue a quem está procurando. Exemplo dessas políticas são os ministérios do trabalhos, as agências de emprego.

DESEMPREGO ESTRUTURAL: decorrentes da mecanização e do desenvolvimento tecnológico, além de arranjos circunstanciais.

Esses dois tipos de desemprego refletem numa análise microeconômica.

DESEMPREGO CÍCLICO OU CONJUNTURAL: decorre de uma conjuntura macroeconômica. É resultado de um ciclo de recessão da economia, que causa um desemprego dos fatores de produção. Ex: não adianta qualificar a mão de obra espanhola, porque a economia simplesmente não cresce mais.

 

MOEDA
É tudo aquilo que geralmente aceito para liquidar transações. Para ser viável, tem que ter divisibilidade, durabilidade e baixo custo de transporte.
MOEDA- MERCADORIA: uma mercadoria vai ser utilizada como moeda. Tem as funções de meio de troca, unidade de conta (quanto os bens valem em relação aquela moeda) e reserva de valor.
MOEDA-METÁLICA: usa-se um bem metálico como moeda. Atributos: larga aceitação, divisibilidade, durabilidade.
MOEDA-PAPEL: lastro de moeda metálica ou não ter lastro nenhum.

Historicamente, vai-se de uma moeda-mercadoria para a moeda-metálica, dela para a moeda-papel de lastro de moeda metálica até a moeda-papel emitida sem qualquer espécie de lastro.

As moedas em si não são riquezas, mas a representação da riqueza. As pessoas trocam sua riqueza por moeda porque:

a)     Há uma aceitação geral forçada pelo direito. As pessoas, já que o Estado tem o monopólio a força, tem que aceitar a moeda como forma de pagamento por força de lei

b)    As pessoas aceitam por acreditarem que aquela moeda é administrada de forma responsável. Há uma confiança na moeda que implica confiança nas instituições.

Além da moeda física há a moeda escritural ou eletrônica, que corresponde aos depósitos à vista feitos nos bancos. Essa moeda tem a característica de ser um multiplicador monetário.
Ex: alguém depositou 1000 reais no banco. O banco vai pegar esse dinheiro, reservando 20% em caixa, e vai emprestar 800 reais para uma empresa, por exemplo. Os 1000 que foram depositados já se transformou em 1800. Isso mostra que as transações bancárias multiplicam os pagamentos. Mas não para por ai. O dinheiro da empresa vai voltar para o sistema financeiro se ela deixa-lo no banco. O banco vai pegar esse dinheiro, fazer um novo caixa e emprestas 640,00. E assim sucessivamente.
O banco fazendo isso não gera riquezas, mas as empresas que pegam os empréstimos gerarão riquezas ao ampliar sua linha de produção.
É fato que as empresas podem falir. Mas se isso acontecer de forma pontual isso já é previsto pelos bancos. Só vai ser preocupante quando várias empresas não conseguirem gerar riquezas para pagar os empréstimos.

Mudando de assunto…

É muito difícil mensurar a qualidade de vida, pois é muito relativo. Para fazer uma análise objetiva, um parâmetro é analisar se as pessoas podem fazer escolhas do que fazem na sua vida ( se podem escolher trabalhar com aquilo, por ex.)
IDH
A renda é um limitador de escolhas-> se você não tem renda nenhuma não pode escolher nada.
Ao lado da renda, o IDH vai analisar a educação. Sem a mínima educação não consigo construir uma narrativa que me permita uma reflexão crítica da sociedade.
O IDH vai trazer também a saúde no quesito expectativa de vida. A saúde é um fator de autonomia para os indivíduos. O acesso à saúde possibilita ao indivíduo buscar sentido na sua vida e fazer escolhas. Umas pessoa que tem uma doença degenerativa tem sua capacidade de escolha limitada.

Isso tudo traz a ideia do desenvolvimento associado as liberdades.

INSTITUIÇÕES: pode explicar a trajetória dos diferentes desenvolvimentos. A ideia de instituições está ligada ao Custo-Brasil. A própria questão da competitividade no trabalho depende das instituições. É difícil verificar quais instituições beneficiam o desenvolvimento e quais são consequências dele.

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