ECONOMIA POLÍTICA (versão sintetizada) – Macroeconomia, Grandezas macroeconômicas, Moeda, Desemprego, Hiato de Produção, Política Monetária, Política Fiscal

ECONOMIA POLITICA (link para download do arquivo)

Já este, foi postado com o intuito que está descrito na página inicial do blog: um mero complemento, uma revisão, um adendo aos estudos já feitos.

ECONOMIA POLITICA

MACROECONOMIA

A partir de um certo ponto da história, a microeconomia (economias locais, simples e pequenas) tornou-se insuficiente em um mundo cuja população crescia exponencialmente, junto com os meios de comunicação e comércio. Esta necessidade surgiu no inicio da década de 30, após a crise, teve como idealizador o Lord Keynes, e veio como uma resposta abrangente e global sobre o funcionamento da economia, procurando achar uma solução para acabar com a crise. A macroeconomia, portanto, é a economia como um conjunto. Ela procura estudar o crescimento da economia através de suas variáveis.

GRANDEZAS MACROECONOMICAS

PRODUTO

– Pode se dizer que o produto é o PIB (bens + serviços).

– É a soma de tudo aquilo que foi produzido no país em um determinado período de tempo.

– Ao produto é atribuído um valor monetário, que gera o funcionamento da economia, pois eles satisfazem necessidades das pessoas.

RENDA

– Remuneração de todos os participantes dos fatores de produção, inclui o consumo de suas famílias, a poupança e os tributos que eles pagam.

– A renda reflete o valor do que é aplicado no produto. E ela tem duas destinações: consumo e poupança. Consumo é a transformação da renda em bens, de acordo com as necessidades das pessoas. Já poupança, é o restante da renda, aquilo que não é utilizado no consumo.

– O governo absorve uma parte da renda, através dos impostos, para o seu gasto, o que mantém a sua estrutura.

DISPÊNDIO

– O destino dos produtos (para que e por quem são adquiridos)

– Composto por consumo e investimentos

– Consumo:

  • Pode formar estoque
  • Satisfaz necessidades
  • Individual ou público

– Investimento:

  • Aplicar para aumentar a produtividade
  • Aquisição de mercadorias para ampliar a produção futura
  • É uma espécie de crescimento da economia “patrocinado” pela poupança
  • Consumo + investimento = absorção interna

EQUAÇÃO GERAL DA MACROECONOMIA

economia

FLUXO CIRCULAR DA ECONOMIA

fluxo

– Demonstra que Produto Bruto = Renda Nacional

– Preço de um bem envolve a remuneração de todas as etapas da produção.

GOVERNO

– Quando arrecada mais do que gasta – superávit

– Quando gasta mais do que arrecada – déficit

– Um governo deficitário, para solucionar este problema, pode:

  • Cortar gastos (difícil)
  • Empréstimos voluntários de poupanças (pode ser apropriado)
  • Aumentar impostos (difícil e com limites, ou seja, existe um pico, a partir de um certo valor dos impostos, as pessoas param de comprar por estar muito caro, diminuindo a arrecadação. Melhor explicado no gráfico).
  • grafico

INFLAÇÃO

– Aumento de preços

– Desvalorização do dinheiro

– Causas

  • Inflação monetária – emissão descontrolada de dinheiro por parte do governo
  • Inflação de demanda – demanda por produtos maior do que a capacidade de produção
  • Inflação de custos – aumento nos custos de produção dos produtos (preço das máquinas, matérias-primas, mão-de-obra)

– Como medir

  • Através de índices de orçamentos familiares
  • Índice geral de preços
  • Índice de preços do consumidor (consumos de famílias de até 33 salários mínimos)
  • Índice de preços ao consumidor amplo (40 salários mínimos, em 10 grandes capitais)
  • Leva-se em contra diferentes marcas, tamanhos de embalagens e tipos de um mesmo produto. Alguns têm mais peso do que outros.

– Como parar/evitar

  • Bancos centrais tendem a aumentar a taxa de juros da dívida publica. Assim, os juros do empréstimo ao consumo também acabam subindo, diminuído, portanto, a procura por bens. O problema é que isso pode causar a queda de indústrias que produzem estes bens, e, como conseqüência disso, desemprego e estagnação da economia.
  • Diminuição dos gastos públicos. Isso seria uma solução para o problema anterior também, pois, assim como as famílias e empresas, o Estado também é um grande demandante do funcionamento da economia, porém ele não sente a alta de juros tanto quanto os outros dois.

HIATO DE PRODUÇÃO

– Quando PIB potencial é maior que o real. Isto ocorre quando não são usados adequadamente os fatores de produção ou quando há muito desemprego (a produção seria melhor se as pessoas estivessem empregadas.

DESEMPREGO

Cíclica ou conjuntural (macroeconômico) – reflexo de crises econômicas que ocorrem no sistema capitalista.

Friccional – tempo entre uma demissão e uma nova contratação.

Estrutural (microeconômico) – ocorre em função de uma crise em um determinado setor da economia. Principalmente por causa dos avanços tecnológicos e modernização das fábricas.

MOEDA

– Objeto aceito para intermediar transações (pagar bens e serviços e quitar dívidas)

– Funções:

  • Meio de troca
  • Unidade de conta
  • Reserva de valor

– Outros objetos também tinham esta função antigamente. Porém, como modo de padronizar, foi se estabelecendo o uso o metal.

– Evolução de seus tipos:

  • Moeda-mercadoria (sal, conchas, etc.)
  • Moeda-metálica (metais)
  • Moeda-papel (certificados emitidos por banqueiros que tinham valor)
  • Papel-moeda (notas) Obs: sua emissão exagerada, sem lastro, causa inflação.
  • Moeda escritural (cartão de débito e crédito)

POLÍTICA MONETÁRIA

– Age no âmbito macroeconômico

– Modo de controlar a moeda, ou seja, de manter ela em um patamar bom em relação às outras.

– Formação das reservas compulsórias: injeção de dinheiro ao Banco Central. Quanto maior a inflação, maior deve ser este depósito. Em caso de recessão, diminui-se a reserva, para ampliar o capital em circulação.

– Operações de redesconto: governo empresta dinheiro aos bancos, quando estes estão ameaçados de insolvência.

– Operações de mercado aberto: compra e venda de dívidas do governo, ou seja, de títulos públicos.

POLÍTICA FISCAL

Age no âmbito macroeconômico

-A política fiscal é toda ação relativa a impostos, usadas para frear ou acelerar o consumo. Ela pode ser uma maneira de controle do que se gasta e do que se arrecada, e um meio de intervir na macroeconomia.
– Para isso ficar claro, você tem que lembrar que a fonte de capital do Estado é a captação de impostos. Por isso que o governo aumenta ou diminui a taxa, visando maior ou menor arrecadação e maior ou menor consumo.

– Para aumentar o consumo, o governo usa da política fiscal reduzindo os impostos das indústrias para o produto ficar mais barato (subsídios). E o contrário acontece quando o objetivo é diminuir o consumo.

– Um exemplo factual da tentativa de aumento no consumo é a redução do IPI sobre eletrodomésticos e carros nacionais.

POLÍTICA INDUSTRIAL

 

Age no âmbito microeconômico, ou seja, em um setor específico.

– A política industrial intersecta com a política fiscal, pois ela fomenta o desenvolvimento de setores específicos por meio de benefícios fiscais proporcionados às empresas.

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